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Coimbra 2011–10 anos depois #2

Coimbra 2011–10 anos depois #2

Coimbra 2011, Dia 1, Jornada 3

“Vai já daqui! Ou não…”

Primeiro, a época 2010–2011 poderia muito bem ter acabado aqui que continuaria a ter material para muitas memórias.

Depois, este Nacional de Coimbra trouxe ainda muitas mais memórias e formou um grupo que nos levou a outras tantas glórias num futuro recente. Uma semana intensa e cheia de grandes emoções, algumas vezes opostas. Muito boas, na sua larga maioria.

Mas aqui jogávamos uma liguilha de acesso à fase de grupos do Campeonato Nacional, num derby de engenharia Lisboa-Porto e com um Plano previsto desde o sorteio. O formato era aquele clássico universitário: grupo de 3 equipas, a uma volta, onde passariam 1º e 2º classificados e todos os jogos seriam feitos no primeiro dia. Folgar na primeira jornada não só nos tinha permitido ver primeiro os adversários em ação, como começar logo a fazer a nossa especialidade — cálculo.

A UBI goleou o ISEP e os serviços mínimos (ou mais eficientes) já todos os sabiam quando entrámos no primeiro jogo: fazer melhor que o ISEP frente à UBI e, em caso de empate, não perder com o ISEP no mata-mata da última jornada, mas ao mesmo tempo não fazer melhor que a UBI para passar em 2º (nem que tivéssemos de ir até ao último fator de desempate — disciplina). Assim ficaríamos no grupo dos nossos grandes rivais dessa época. Direito. Ótimo. Só podia estar escrito. Empatámos com a UBI, claro, 1–1 com um golo do Paulinho Scholes, e “só” faltavam os dois últimos passos do Plano.

O ISEP tinha uma equipa inferior à nossa, mas muitas vezes foram essas que nos causaram os maiores dissabores e o jogo estava mesmo bom para nos correr mal. Felizmente ainda cedo ganhámos um canto na direita e eu, sendo canhoto, pensei, “vai já daqui!”. 1–0 aos 10’, Olímpico no Universitário de Coimbra! Cheio de moral, comecei logo a pensar que ia fazer um belo Nacional. Alegria máxima! Bola ao centro, jogam para trás, milho na frente, vou a recuar no campo, e rasgo! Afinal, tinha acabado ali, antes sequer de começar. A realidade era outra, e o Olímpico nem tinha sido bem assim. Foi na verdade completamente desintencional — só um ligeiro efeito, o vento e principalmente o redes adversário é que o tornaram possível. Tristeza máxima!

Ainda assim foquemo-nos no essencial: o jogo continuou a estar mesmo bom para nos correr mal até ao fim, mas não correu. Como aliás quase toda a época. Esteve tantas vezes boa para nos correr mal, mas acabou por ser uma das melhores de sempre.

AEIST 1 — ISEP 0. Plano cumprido na íntegra. Apurados em 2o. Aqui vamos nós! Alegria máxima!

Texto por João Rino

11 titular: Tiago Marques, Pedro Maia, Carlos Esteves, Vasco Marques, Daniel dos Santos, Jonas Pereira, Bernardo Madeira, João Rino, Nuno Brás, André Quaresma, Mário Dias

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